Medo do escuro
Ela não sabia em que raio de adulta se tinha tornado, uma mulher que tem medo do escuro é ridícula. Não se sabe ao certo como começou este medo do escuro, basicamente tinha medo desde sempre. Era um medo quadrado. Aliás, o seu medo era tal que já a tinha metido em situações muito caricatas.Uma vez, em pleno Inverno, eram quase sete horas e preparava-se para sair do trabalho quando se apagaram as luzes todas ao mesmo tempo, incluindo as da rua. Gritou. Gritou como uma louca aprisionada numa camisa de forças e só parou quando uma das colegas, fumadora, se pôs ao pé dela de isqueiro na mão e lhe disse que não se preocupasse, que ia correr tudo bem. Durante uma semana teve de aguentar risadinhas à sua passagem, cochichos e piadinhas dos colegas: Ouve lá, aquilo foi um grito de dor ou de prazer?, ou então: Queres que te acenda a luz?
Pormenores à parte, sentia-se observada no escuro, como se lá estivesse alguém ou alguma coisa além do palpável. E que se desengane quem pensa que ela era supersticiosa, ou uma fanática religiosa qualquer, daquelas que acreditam em anjos e demónios. Não senhor. Havia algo a observá-la.
Naquele episódio do apagão, quando se encontrava a trabalhar, havia algo ou alguém naquela sala além dos colegas, algo que a tocou muito antes de a colega fumadora a iluminar com o isqueiro, algo que a arrepiou até à medula, lhe fez estremecer o corpo da cabeça aos pés, e lhe provocou um terror tal que a fez dar aquele grito ridículo.
Passaram dois ou três anos desde o apagão. Era o dia do seu aniversário. Tinham acendido as velas do bolo e cantavam-lhe os Parabéns. Depois da salva de palmas, um sopro e foi a escuridão total. Quando se acenderam as luzes, nem sinal dela. Ainda pensaram que era alguma brincadeira de mau gosto e chamaram por ela, procuraram debaixo da mesa e no resto da casa. Família e amigos estavam de tal maneira impressionados com aquele truque de mágica que não acreditaram no mais evidente, ela tinha desaparecido para sempre. Só ao fim de uma semana foram à polícia dar conta do seu desaparecimento. Obviamente, ninguém a encontrou, ninguém sabe ou alguma vez saberá qual o seu paradeiro... nem ela!
Pormenores à parte, sentia-se observada no escuro, como se lá estivesse alguém ou alguma coisa além do palpável. E que se desengane quem pensa que ela era supersticiosa, ou uma fanática religiosa qualquer, daquelas que acreditam em anjos e demónios. Não senhor. Havia algo a observá-la.
Naquele episódio do apagão, quando se encontrava a trabalhar, havia algo ou alguém naquela sala além dos colegas, algo que a tocou muito antes de a colega fumadora a iluminar com o isqueiro, algo que a arrepiou até à medula, lhe fez estremecer o corpo da cabeça aos pés, e lhe provocou um terror tal que a fez dar aquele grito ridículo.
Passaram dois ou três anos desde o apagão. Era o dia do seu aniversário. Tinham acendido as velas do bolo e cantavam-lhe os Parabéns. Depois da salva de palmas, um sopro e foi a escuridão total. Quando se acenderam as luzes, nem sinal dela. Ainda pensaram que era alguma brincadeira de mau gosto e chamaram por ela, procuraram debaixo da mesa e no resto da casa. Família e amigos estavam de tal maneira impressionados com aquele truque de mágica que não acreditaram no mais evidente, ela tinha desaparecido para sempre. Só ao fim de uma semana foram à polícia dar conta do seu desaparecimento. Obviamente, ninguém a encontrou, ninguém sabe ou alguma vez saberá qual o seu paradeiro... nem ela!
Etiquetas: fábulas da fábula

3 Comments:
tewligthzone (pronto n sei escrever!)
falta aqui qq coisa :/ desculpa a opinião
bem ou mal escrito é qualquer coisa desse género, sim... =)
Ela lá sabia ;)
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